quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Novo dia

Na minha pequena concepção de vida, quando abandonamos algo, é por que precisamos de revolução, mudança.

Abandonar não significa esquecer, talvez querer não lembrar, mas esquecer, jamais. - Inúmeros os dias que de ócio ficava e me lembrava de escrever por aqui.

Mas, toda vez que volto me lembro. E lembrar, nas circunstâncias que estava, não me fazia bem.

E é por isso que digo adeus.

A roda viva aconteceu


e foi-se.


Foi um prazer,

eu te amo.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Maçã

É estranho sentir medo quando não queremos sentir.
Quando parece que tudo vai dar certo, e pode não dar.
O terceiro dia do ano nunca foi tão angustiante e incerto como este. Muitas coisas a se falar, sem como explicar.
Na verdade o não saber o que está acontecendo é definitivo. Pois as mágoas já foram enxugadas, não é vazio... nem pesado. Sensações estranhas bombando na nossa veia. Um jato.
Em dias como este, os olhos vermelhos poderiam ser de outra coisa. Muitos pontos a se fechar.
A memória é como uma parede vazia, e nós vamos pregando alguns pregos para que assim as fotografias da vida se fixem bem. A parede não deviria sentir dor, mas na verdade ela não sente, quem sente é a memória e apenas ela, ninguém mais.
E a memória grita as vezes, a memória aguenta e lembra e sempre vai lembrar. Sensação estranha...




Um bolo de cenoura me espera...