É estranho sentir medo quando não queremos sentir.
Quando parece que tudo vai dar certo, e pode não dar.
O terceiro dia do ano nunca foi tão angustiante e incerto como este. Muitas coisas a se falar, sem como explicar.
Na verdade o não saber o que está acontecendo é definitivo. Pois as mágoas já foram enxugadas, não é vazio... nem pesado. Sensações estranhas bombando na nossa veia. Um jato.
Em dias como este, os olhos vermelhos poderiam ser de outra coisa. Muitos pontos a se fechar.
A memória é como uma parede vazia, e nós vamos pregando alguns pregos para que assim as fotografias da vida se fixem bem. A parede não deviria sentir dor, mas na verdade ela não sente, quem sente é a memória e apenas ela, ninguém mais.
E a memória grita as vezes, a memória aguenta e lembra e sempre vai lembrar. Sensação estranha...
Um bolo de cenoura me espera...